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Árbitros recorrem ao auxílio emergencial de R$ 600 para sobreviver em meio a pandemia

Arquivo pessoal Diêgo Santana
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Xingados pelas duas torcidas, questionados pelos jogadores de ambos os lados e ouvindo gritos dos treinadores. A vida de árbitro não é fácil em nenhum lugar do mundo. No Brasil, a profissão não é regulamentada e em momentos como o pandemia causada pelo novo coronavírus, a situação fica ainda mais difícil.

Desde março, as partidas de futebol estão suspensas no Brasil. Diante disso, a conta não fecha. Os árbitros recebem por jogo apitado – assim como os auxiliares, conhecidos como bandeirinhas. Sem futebol, sem dinheiro no fim do mês. Em meio a crise, muitos estão recorrendo ao auxílio emergencial.

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Auxílio de R$ 600 ajuda árbitros

No Brasil existem cerca de 10 mil pessoas habilitadas para apitar partida de futebol. Cerca de cinco mil deles não exercem nenhuma outra profissão. Os dados são da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf). Os árbitros do primeiro escalão conseguem ter um bom rendimento mensal. Quem não é, se vira como pode.

Árbitro do Campeonato Potiguar, Diêgo Santana deu entrevista ao Estadão e falou sobre como está se virando em meio a pandemia. Ele recebe o auxílio de R$ 600 do governo federal. “Eu consegui remanejar algumas contas. Tenho um filho de 3 anos e negociei a mensalidade da escola. Estava quitando as prestações de uma moto, mas tive de congelar o pagamento”, afirmou o árbitro.

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O Estadão também ouviu o árbitro Gleydson Leite, de 43 anos. Ele está no quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas também recorreu ao auxílio do governo federal. Em entrevista, ele afirmou que a parte financeira ficou complicada com a pandemia.

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Escrito por Diogo Marcondes

Jornalista formado desde 2015. Jornalista por vocação desde que nasceu. Redator do i7 Network.

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