in

Corinthians tem dívida de mais de R$ 100 milhões em FGTS e IR e pode ser punido

Daniel Augusto - Divulgação - Corinthians
Publicidade

O momento financeiro do Corinthians não é dos melhores. Da “astronômica” dívida que o Timão apresentou em seu balanço de 2019, – R$ 665 milhões – o montante de R$ 110 milhões correspondem a Imposto de Renda Retido na Fonte e FGTS. Em apuração exclusiva junto à especialistas da área de direito, o Globoesporte.com constatou que as elevadas dívidas caracterizam crime tributário, podendo render problemas ao clube paulista.

No último ano, o Corinthians viu sua dívida com Imposto de Renda saltar de R$ 36,9 milhões para surpreendentes R$ 88,7 milhões. Já em relação ao FGTS, o déficit foi ampliado em mais de 333% neste mesmo período, partindo dos R$ 6,6 milhões para R$ 22 milhões.

Na apuração do portal, sete ex-funcionários e atuais empregados do clube admitiram que os depósitos do FGTS não estão em dia. Três revelaram que o último pagamento do recurso foi realizado em fevereiro de 2019, ou seja, são 18 meses de atraso.

Publicidade

Sujeito a punição

A exponencial dívida do Timão com o Imposto de Renda pode ser caracterizada como crime de apropriação indébita, fixado no artigo 168-A do Código Penal.

Publicidade

“Pode haver uma série de consequências. Uma delas é apropriação indébita, respondendo criminalmente. Basta a Procuradoria da República tomar a iniciativa. E quem responde por isso é quem estava na administração do clube à época que o recolhimento do imposto não foi feito. Mas o risco maior é do clube”, afirmou Rafael Pandolfo, doutor em direito tributário, em entrevista ao Globoesporte.com.

Oficialmente, o Corinthians ainda não revelou o seu balanço financeiro de 2019. A publicação no site do clube só será feita após o Conselho Deliberativo fazer a votação. Diante da pandemia do coronavírus, isso não tem prazo para ocorrer.

Publicidade
Next post

Mercado da bola 2020: presidente do Santos abre o jogo sobre interesse em Ricardo Oliveira

Flamengo – Gabigol comenta realização de jogos com portões fechados: ‘a gente entende’