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Brasileirão: veja o prejuízo de cada clube se certame for disputado com portões fechados

Divulgação
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Grandes estão sendo os impactos da pandemia do coronavírus no futebol. Sem receitas e com patrocinadores declinando ou atrasando parcelas de acordos, os clubes brasileiros têm encontrado grandes desafios para continuar arcando com as suas respectivas folhas salariais, mesmo sendo negociada uma redução dos vencimentos. 

Com um cenário de retomada totalmente incerto do futebol no país, o Brasileirão corre enormes riscos de ser prejudicado. Nos bastidores, os dirigentes já manifestaram inúmeras vezes o desejo de que a competição mantenha o seu formato de 38 rodadas, principalmente por conta do dinheiro recebido pelas cotas televisas. Se o certame for disputado nos moldes de mata-mata, por exemplo, as cifras recebidas seriam expressivamente reduzidas. 

Diante do avanço da pandemia em solo brasileiro, fica cada vez mais difícil projetar um regresso de futebol com a presença de público nas arquibancadas.

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Possível prejuízo

Caso esse cenário de portões fechados seja de fato consolidado, a medida pode culminar em um prejuízo notório para os clubes. Baseado em números da temporada passada, o LANCE! fez um levantamento do que pode ser o déficit de cada integrante da elite nacional.

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Campeão de arrecadação por conta de bilheteria em 2019, levando sempre multidões ao Maracanã, o Flamengo seria de longe o maior prejudicado se o Brasileirão for realizado com portões fechados, com mais de R$ 50 milhões. O “pódio” é composto por Corinthians e Palmeiras.

  1. Flamengo – R$ 53.475.752,70 (média de R$ 2.814.513,30 por jogo)
  2. Corinthians – R$ 31.554.927,44 (média de R$ 1.660.785,65 por jogo)
  3. Palmeiras – R$ 29.510.234,20 (média de R$ 1.553.170,22 por jogo)
  4. São Paulo – R$ 23.345.881,70 (média de R$ 1.228.730,62 por jogo)
  5. Vasco – R$ 17.760.191,00 (média de R$ 934.746,89 por jogo)
  6. Internacional – R$ 15.053.367,00 (média de R$ 792.282,47 por jogo)
  7. Grêmio – R$ 11.523.137,00 (média de R$ 606.480,89 por jogo)
  8. Bahia – R$ 9.798.807,50 (média de R$ 515.726,71 por jogo)
  9. Fluminense – R$ 9.791.060,00 (média de R$ 515.318,95 por jogo)
  10. Fortaleza – R$ 9.109.310,00 (média de R$ 479.437,37 por jogo)
  11. Ceará – R$ 8.215.299,00 (média de R$ 432.384,16 por jogo)
  12. Athletico-PR – R$ 8.047.985,00 (média de R$ 423.578,16 por jogo)
  13. Botafogo – R$ 7.983.710,70 (média de R$ 420.195,30 por jogo)
  14. Goiás – R$ 7.951.155,00 (média de R$ 418.481,84 por jogo)
  15. Santos – R$ 7.425.067,50 (média de R$ 390.793,03 por jogo)
  16. Atlético-MG – R$ 4.919.172,00 (média de R$ 258.903,79 por jogo)

Números da pandemia

No último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil já havia registrado 46.348 casos confirmados da Covid-19. O número de óbitos é de 2.934, com o estado de São Paulo sendo o epicentro nacional.

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