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Sem limite para calotes? Cruzeiro contratou pai de santo para evitar queda e não pagou

Bruno Haddad - Divulgação - Cruzeiro
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Envolto à vários escândalos de corrupção e uma crise financeira sem fim, o Cruzeiro foi alvo de mais uma grave denúncia nesta quinta-feira (23). Em apuração exclusiva, o UOL Esporte levantou que a diretoria do clube mineiro chegou a contratar um pai de santo no ano passado para evitar o rebaixamento para a Série B. A ação atípica acabou não passando despercebida pelo fato do profissional não ter sido pago integralmente pelo serviço prestado.

Segundo o portal, a Raposa contratou Reginaldo Muller Pádua, um babalorixá, (vulgo pai de santo), para auxiliar na luta contra o descenso. Contudo, o time celeste pagou apenas R$ 6 mil reais em três parcelas no período entre outubro e novembro, e o restante da dívida (R$ 4 mil) ainda não foi quitado.

Os pagamentos executado para Reginaldo Muller Pádua foram autorizados por Benecy Queiroz, que é chefe do departamento técnico do Cruzeiro. O UOL teve acesso aos documentos que comprovam os três pagamentos ao pai de Santo. Benecy autorizou os pagamentos iniciais e encaminhou a ‘papelada’ para Juliana Moreira, que integra o departamento financeiro do clube.

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“Conforme nossos entendimentos e considerando os serviços prestados pelo Sr. REGINALDO MULLER PÁDUA ao Cruzeiro Esporte Clube em Brasília, solicitamos a fineza, de que seja pago ao mesmo, a importância de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).”

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Solicitação de Zezé

Em contato com o portal, Benecy Queiroz confirmou a veracidade do serviço prestado, e informou que o pedido partiu de Zezé Perella. Contudo, o dirigente revelou que não teve conhecimento se a dívida foi paga integralmente ou se ficou alguma pendência com o pai de santo.

Também ouvido pela reportagem, o babalorixá Reginaldo Muller Pádua disse que as conversas para a realização do serviço foram feitas diretamente com Zezé, isentando assim o atual presidente celeste, Wagner Pires de Sá.

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